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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Tenho um quarto dentro de mim...

 

Cinco e meia da tarde, meia para as sete da hora antiga. Sento-me ao pé de mim para escrever, a caneta leva-me até ao último e unico andar do prédio, mais precisamente ao quarto vazio que mora dentro de mim!

Nesse quarto recheado de nada, noite após noite ouço um ruído que ensurdece o silêncio, um compasso proveniente de um relógio de parede que faz a soma dos dias como se de uma calculadora barata se tratasse.

Ao longo das quatro paredes brancas que me envolvem,  estende-se a sombra imensurável de uma cadeira de baloiço que ainda se move...

No canto, amachucada e no chão, encontra-se uma folha descolorida, com palavras rasgadas e garatujadas de um dia mais colorido que aos poucos foi perdendo a tonalidade... já nada se lê! sobraram apenas as reticências e os "ses".

O vento que despreza a rua, entra sem pedir licença, entranha-se nas cortinas e desvenda o quotidiano, desenhos sobre a normalidade das pessoas que oferecem os "bons dias" umas ás outras... Chego-me à janela para ver!

Tropeço agora no tapete que outrora esteve estendido, bordado a fio de suspiro e estampado de imagens de momentos  que me rasgam as defesas

Bocejo, fico enfadada, aconchego-me e preparo-me para passar mais uma noite em branco com receio de que os sonhos venham visitar-me e eu, por desleixo, esteja a dormir...

 

 

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publicado por teetee às 20:16

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13 comentários:
De efeneto a 11 de Abril de 2008 às 15:19
Sento-me nesta cadeira
No meio da sala
No meio do nada

Penso nos passos que dou contra o tempo
Os olhos que baixo por causa do vento

Vento que me toma os sonhos cálidos e os pinta de vermelho
Sangram lágrimas sem choro
Sem voz
Murmuram segredos

Desenham-se-me no rosto esses esboços do silêncio
Esses que apago e esborrato
E de novo se pintam em telas contra a minha vontade

Rasgo as folhas de papel em branco
Queimo os lápis de madeira que insinuam escravinhices

Dos meus não ditos não há-de falar
Deixem-me sentir, aqui, a dor vermelha de não saber amar
Essa condição de ignorante eterno
Para sempre um boémio nos lençóis alheios...
Frios, gélidos...
Sem sabor nem cheiro...
Ausentes na minha vontade...
Amargos

Aquecem apenas esta minha pele que arrefece

Pensar que um dia me podia aquecer no leito dessas desconhecidas sem rosto...


Que distraído sou...
Pois estava-me a esquecer de desejar
Um fim-de-semana com muita amizade dentro



De teetee a 11 de Abril de 2008 às 21:00
Querido Efeneto...

Fiquei sem fôlego, agora que termino de ler o seu comentário.
O quarto que descreve é bem diferente do meu.. Essa sua assoalhada cheia de descendentes de gentes, de mulheres sem rosto não fica no bairro do amor!... talvez se localize numa outra margem, à margem do coração!

Um bom fim de semana e aproveite para sair desse lugar sem rumo de que não rezará a história...


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