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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Viagem adentro...

 

Há uma outra viagem, um destino para o qual nenhuma companhia aérea se lembrou de promover voos, ainda...

 

Custa-me acreditar que muita gente prefira passar a vida inteira a fazer fins de semana no algarve ou a voar uma vez por ano para as caraíbas e se recuse a aceitar esta viagem adentro.

 

Sim, bem sei que fica longe de qualquer lugar habitado e não, não há estações de serviço por perto, nem tão pouco areias brancas, rum e jamais a opção de "tudo incluído"... talvez por isso.

 

À semelhança de terminais de aeroporto, cais marítimos e estações de comboio, também este destino é palco ora de agitação ora de pacificação... e ás vezes dói.

Aqui, ninguém, além de nós sabe o nosso nome, não se aceitam grupos nem tão pouco casais (por muito íntimos que sejam)... estamos à mercê, por nossa conta e risco...

 

Há até quem cá venha porque, tal e qual se pode perder uma mala, se pode perder o nome e tudo o que ele encerra em si, tudo excepto o corpo! Às vezes é apenas ele, esse pedaço de carne coberto de roupas que aqui chega, sem malas, sem nome, sem missão mas com uma data de regresso "o mais rápido possível". Aqui queremos sempre ir num pé e vir no outro porque estar a sós neste deserto de encontros por resolver é sempre uma data adiada e apagada pelo som do rádio do carro, pelos tempos livres que deixam de o ser quando os atafulhamos igual barriga cheia de papo para o ar, ou por compromissos vazios regados a chá de camomila...

 

E aos poucos, muito devagarinho, vamo-nos afastando não só desta viagem, mas de nós próprios, do nosso avesso e de tudo o que somos e fomos... um livro familiar num idioma desconhecido!

 

haverá alguma explicação cientifica, alguma lei do universo que possa explicar porque raio levamos apenas algumas horas a atravessar milhas de algodão branco a chegar a sítios do outro lado do mundo e aqui, tão perto, atrás da ponta do nariz, sem precisarmos sequer de virar a esquina, podemos levar uma vida inteira de caminho?!...

 

Não há guias, gps ou coordenadas que nos valham... Mais que turistas perdidos, somos reféns do desconhecido, resta-nos o instinto e até que cheguemos vamos desbravando, caminhando, abrindo, procurando, desabotoando...

 

 

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publicado por teetee às 20:12

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9 comentários:
De Sónia a 13 de Janeiro de 2010 às 20:53
Simplesmente magnífico!!!


De teetee a 13 de Janeiro de 2010 às 21:30
OLá sónia...

Muito obrigado pelo teu comentário, pelas palavras, bem vinda !

teetee


De Nocas a 13 de Janeiro de 2010 às 22:13
Do meu pai recebi um ensinamento: não há ninguém igual... há semelhantes! E se gostamos tanto de conhecer mais além (como eu!), não podemos condenar quem tem limites e não é aventureiro! Uma coisa é certa, tal como ele me dizia, mais importante que conhecer lá fora, primeiro é conhecer cá dentro! E acredita que há muita gente que pouco ou nada conhece desta linda terra que é Portugal. Afinal foi de terras lusas que partiram tantos descobridores...
Abraço e boa sorte para a tua próxima viagem adentro!
Ana


De teetee a 14 de Janeiro de 2010 às 13:24
Nocas... ai ai não leste até ao fim...

Numa coisa, penso eu, tens toda a razão, não há ensinamentos mais certeiros que aqueles que os nossos pais nos deixam! Ensinamentos da vida!...

Quanto à viagem que falo, é muito mais além que uma viagem aqui ou ali, independentemente se é aqui ao lado ou do outro lado do mundo (não tirando o valor merecido das viagens de cada um e em particular a neste nosso portugal que é um cantinho tão bom!).

Eu tenho aprendido uma lição ao longo das minhas caminhadas pelo mundo: Dificilmente encontramos fora o que procuramos por dentro... a paz!

Um beijinho dobrado para ti minha amiga...

teetee


De Nocas a 14 de Janeiro de 2010 às 18:53
Pois... li (mais uma vez) com a cabeça no ar! Sempre cabeça no ar!
Ainda hoje me dizias que eu tinha cara de doente... são as dores de cabeça, as preocupações, as buscas por soluções. Hoje pior... amanhã melhor! Tal como dizes: "Dificilmente encontramos fora o que procuramos por dentro... a paz!"
Recebe um abraço,
Ana


De Nuite a 14 de Janeiro de 2010 às 21:29
É bom estar presente na tua evolução de ser humano ... tal e qual tu estas presente na minha evolução pessoas !!!

ler este post é como ler uma conversa nossa ...
aqui mais apresentado e a marca do teu estilo proprio que lhe da um toque especial / unico

Ate já


De teetee a 16 de Janeiro de 2010 às 10:39
Nem a minha evolução seria a mesma sem as nossas conversas, afinal de contas o nosso divã de Freud já nos acompanha há uns anos, a nossa inqueitude e sede por procurar mais além das montras, das embalagens, da publicidade e do "caminho mais fácil"!

Entretanto, eu eu gosto deste entretanto, desse percurso até chegar vamos passando por aqui e por ali e bebendo do que nos faz crescer enquanto "boas miudas"

Temos que arrastar a Nocas connosco um dia destes!

até ja!


De silvia a 15 de Janeiro de 2010 às 21:36
As viagens que fazemos para dentro de nós são tão necessárias quanto a água que bebemos, o ar que respiramos. Não é cliché. Estar simplesmente aqui neste pedacinho de Terra e seguir apenas os ritmos do vento faz-nos «pagar» mais tarde a falta de sentido que demos a esta existência. Conhecer as nossas limitações mas também as nossas potencialidades é essa a nossa tarefa como seres pensantes que somos, a bem de uma sociedade onde estamos integrados. Só assim vale a pena existir. Por isso, para ser útil ao outro, tem de se começar por uma viagem solitária ao nosso umbigo... pois não foi aí que tudo começou? Beijokas minha querida...


De teetee a 16 de Janeiro de 2010 às 10:45
Silvia, bom dia...

Agora fui eu que fiquei pequenina com o teu comentário! Bolas é tão bom sentir-me rodeada de pessoas como tu, grandes por dentro!

Beijinho Fada boa


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