últimas...

Dias a fio...

Remetente & destinatário....

Without sense...

Laços...

Quando ele chega...

Erg chebbi

Fé de Fez...

Bleu Chefchaouen...

Diário de viagem...

Menina e moça...

um dia..

Abril 2012

Dezembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Junho 2010

Abril 2010

Março 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Domingo, 5 de Dezembro de 2010

Remetente & destinatário...

Carta a mim mesma.

 

Como me dirijo a mim própria sem o impessoal "eu", sem o abuso do "tu" e a inconveniência do "você"?... não sei por onde começar, depois de tanto tempo o lápis enferruja, as linhas tornam-se tremulas e os pensamentos fogem em todas as direcções, encobertos nos esconderijos mais inalcançáveis, como se jogassem às escondidas por detrás de um sorriso maroto.

Ora bem... e chega uma tosse, como que a preparar a garganta, como se as palavras conduzissem nessa estrada. Ergo os ombros, aliso os cabelos, perco tempo, perco-me antes de começar.

Mas como?... é assim que dou início. Como é que se pode ter a sensação que se tem uma vida, esse prédio que se constrói andar por andar, porta por porta... sem o habitar? Ter uma vida e não habitar nela? como?

Já paraste para pensar nas vezes que a vida te escapa, foge ao teu controlo ao ponto de seres como uma projecção que regressa ao prédio de quando em vez?

... e assim as linhas se vão cosendo, desordenadas, sem um fio condutor, de uma forma tão confusa, num acumular de heterónimos, narradores, destinatários, autores e remetentes, ora de ficção, ora de vida real, numa dança em que ambas se movem e rodopiam dias seguidos sem dar as mãos, mantendo sempre, sempre a mesma distância uma da outra, centímetro a milímetro.

Deve haver, com toda a certeza, um corredor secreto que as una, uma passagem subterrânea que me permita construir a minha própria narrativa, encontrar-me dentro dessa casa. Mais do que uma história épica de poder, é uma história de posse de mim por mim mesma.

 

... faço uma pausa.

 

Alguém deixou a porta aberta, reparo, pergunto-me: Queres entrar?

Lá dentro espera-me uma grande sala, mas o espaço parece preparado, cuidadosamente à espera que chegue mais alguem.

Sento-me e procuro ficar de costas direitas (corrijo a minha postura, duas ou três vezes, teimosamente) e dou comigo a contar as cadeiras, à espera!... é assim que estou, é assim que fico, sem possibilidades que ofereçam vida real à ficção. Por quanto tempo? Deves respirar fundo, encher o peito de ar e antes até de agir, decidir, se queres ficar ou partir... não te deixes levar por essa corrente, não te deixes ficar pela solidez das paredes. Senta-te, pensa, aquieta o teu corpo..

 

 

 


publicado por teetee às 13:25

link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

Escuta ...


MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

Truz Truz...

Free Hit Counters
Free Counter

me?

pesquisar

 

Abril 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


links

tags

todas as tags

subscrever feeds