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Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Pedaços...

Na bagagem, uma caixa de costura e pouco mais se precisa quando se procura colar ou cozer os pedaços que se vão desarranjando e que vamos varrendo para baixo do tapete dia após dia, na esperança que ocorra um fenómeno de evaporação...

 

Quando um grão de pó de acumula na mais perfeita das engrenagens de uma parte do ser humano, ele deixa de evoluir, de respirar e ...  pelo menos até se resolver a questão desses sedimentos. Ás vezes é apenas necessária uma sacudidela, com um daqueles espanadores tradicionais, outras, é preciso mais que um abanão para que o pó se solte e deixe que essa máquina continue a funcionar plenamente, o sangue volte a correr nas veias sem coágulos e problemas vasculares.

 

Há ainda outras soluções, sem que sejam de resolução rápida, para que as peças do puzzle voltem a unir-se e formem, juntas, a imagem que vem na parte superior da embalagem. Se é trabalhoso com peças imagine-se com pessoas... é preciso experimentar todas as faces, descobrir qual o lado que encaixa melhor.

 

... ou esquecer tudo o que somos, passar a ser nada, a ser ninguém num espaço de desconhecidos que sorriem cordialmente ... dois dias, de silêncio, de nínguem, sem apenas e com muitos nadas por todos os lados;

 

 

Dois dias de muitas horas, passadas uma a uma, sem intervalos, reuniões nem pontes que permitam atravessar para o momento seguinte... devagar.

Como companhia o som das ondas que batem na areia como ponteiros de relógio descoordenado e o olhar atento daqueles que passam despercebidos em dias que não estes...

 

 


publicado por teetee às 13:24

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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Viagem adentro...

 

Há uma outra viagem, um destino para o qual nenhuma companhia aérea se lembrou de promover voos, ainda...

 

Custa-me acreditar que muita gente prefira passar a vida inteira a fazer fins de semana no algarve ou a voar uma vez por ano para as caraíbas e se recuse a aceitar esta viagem adentro.

 

Sim, bem sei que fica longe de qualquer lugar habitado e não, não há estações de serviço por perto, nem tão pouco areias brancas, rum e jamais a opção de "tudo incluído"... talvez por isso.

 

À semelhança de terminais de aeroporto, cais marítimos e estações de comboio, também este destino é palco ora de agitação ora de pacificação... e ás vezes dói.

Aqui, ninguém, além de nós sabe o nosso nome, não se aceitam grupos nem tão pouco casais (por muito íntimos que sejam)... estamos à mercê, por nossa conta e risco...

 

Há até quem cá venha porque, tal e qual se pode perder uma mala, se pode perder o nome e tudo o que ele encerra em si, tudo excepto o corpo! Às vezes é apenas ele, esse pedaço de carne coberto de roupas que aqui chega, sem malas, sem nome, sem missão mas com uma data de regresso "o mais rápido possível". Aqui queremos sempre ir num pé e vir no outro porque estar a sós neste deserto de encontros por resolver é sempre uma data adiada e apagada pelo som do rádio do carro, pelos tempos livres que deixam de o ser quando os atafulhamos igual barriga cheia de papo para o ar, ou por compromissos vazios regados a chá de camomila...

 

E aos poucos, muito devagarinho, vamo-nos afastando não só desta viagem, mas de nós próprios, do nosso avesso e de tudo o que somos e fomos... um livro familiar num idioma desconhecido!

 

haverá alguma explicação cientifica, alguma lei do universo que possa explicar porque raio levamos apenas algumas horas a atravessar milhas de algodão branco a chegar a sítios do outro lado do mundo e aqui, tão perto, atrás da ponta do nariz, sem precisarmos sequer de virar a esquina, podemos levar uma vida inteira de caminho?!...

 

Não há guias, gps ou coordenadas que nos valham... Mais que turistas perdidos, somos reféns do desconhecido, resta-nos o instinto e até que cheguemos vamos desbravando, caminhando, abrindo, procurando, desabotoando...

 

 

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publicado por teetee às 20:12

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Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Entre a Europa e a Ásia...

 

 

Quando viajo, levo sempre comigo uma pele sensível, pronta a receber todas as sensações como verdades que entram por mim adentro e se tornam memórias fieis que se propagam, multiplicam e demoram...

 

 

Um pé de cada vez, assim ordena a chegada a esta cidade do mundo, de dois mundos...

A confusão separa-se pelo rio Bósforo e assim une a Ásia à Europa e torna dois continentes tradicionalmente distantes em mundos atravessáveis em pouco mais de vinte minutos de barco.

 

O vento está arrefecido e o seu efeito na minha pele mistura-se com um frio de medo que sinto na barriga à medida que me aproximo da ponte, do lado de lá, o passar da barreira, do conhecido confortável... sinto um longo arrepio

De um lado ou outro, o horizonte, esse, é pontilhado por minaretes que anunciam mesquitas perdidas e achadas entre o emaranhado de ruelas e gentes que se acotovelam... ali tudo pára, o silêncio leva-nos à nossa essência.

 

 

Uma intrusa, assim me sinto, e como é boa esta sensação... um peixe fora de água

Há aqui algo de inquietante que faz perder os pontos de referência.

Vagueio e atravesso séculos, histórias de sultões polidas pelo tempo, banhadas por um cheiro a especiarias que acordam do bazar egipcio e me fazem deslizar até ao coração de Istanbul...

 

 

Merhaba

 

 

 


publicado por teetee às 12:11

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