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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Sonho sem rosto

                                                                                                 René Magritte

 

 

 

Acordo..

Os olhos estavam baços... cerro-os, esfrego-os com veemência como quem quer penetrar além do atingível!

O teu rosto? pergunto-me e arrisco-me a requestá-lo nos breves instantes que se seguem...

Destapo todos os episódios, desobestruo todas as portas, escavo um beijo distraído, invado museus, corro por ruas e artérias, ingresso na cólera de um filme mudo.. nada!

Sinto um náufrago no peito, por instantes fico a boiar no infinito a consumir pirulitos por conta própria!

Este acordar carnívoro nos mornos lençois faz-me abandonar o chão, abala a realidade de todas as coisas...

Que agonia é esta? Que me segue os passos, que me espreita os gestos, que me assombra o corpo, que me acorda de noite e me grita de dia?

Rendo-me?

 

 

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publicado por teetee às 18:51

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9 comentários:
De efeneto a 17 de Abril de 2008 às 23:09
...claro que não. Belo grito de agonia. Belo pela expressão sofrida aqui descrita. Espero que seja apenas palavras. Beijo de amizade.


De LB a 18 de Abril de 2008 às 10:57
Nunca me atrevi a comentar antes, mas já acompanho o seu blog há algum tempo. Desta vez não resisto...
Escreve coisas adoravelmente lindas. Os meus parabéns.
Ah... não, não se renda :)


De teetee a 18 de Abril de 2008 às 21:21
Caro (a) LB...

Acompanha o meu blog?... que bom saber! Fico muito grata por admirar as minhas palavras...

Um abraço!

teetee


De efeneto a 18 de Abril de 2008 às 11:51
Eu preciso de um poema alegre
Emoldurando uma semana triste
É necessária uma cor no cinza
Desta inútil dor que persiste.

Eu preciso de música vibrante
Melodia, um canto que espante
Atingindo em cheio com cantos
Todos meus obscuros recantos

Eu preciso dum pulsar da vida
De novo alento, ares do vento
Sentir no sangue em movimento
Vontade de outra vez renascer

Eu preciso de um poema alegre
Palavras que tragam o encanto
Pois para quem já viveu tanto
Tudo o que resta é continuar.

Resta continuar a desejar um fim-de-semana cheio de amizade.


De Thiago a 18 de Abril de 2008 às 13:40
Nunca te rendas à angústia e ao medo...afasta-os e varre-os do teu despertar...há um caminho ladeado de flores e riachos à tua espera...

um beijo do meu eu e dos outros eus com carinho


De Índigo a 19 de Abril de 2008 às 02:28
Detenho-me novamente a vasculhar estes seus íntimos reflexos de um estado de alma diminuto, cinzento e mirrado. Ainda que deveras encantado pelas suas palavras e pelo fluir das sua pena, peço encarecidamente a vossa senhoria, que coloque de parte tamanha tristeza... essa, que carrega consigo, qual ingrata tarefa. Olhe por instantes para perto de si e veja que brota da terra uma flor por cada lágrima que sobre ela derramou. Não se agaste com os meus comentários. Apenas não gosto de sentir alguém que parece tão especial...tão triste. Cumprimentos.


De **** a 19 de Abril de 2008 às 16:22
Renderes-te ao medo, á tristeza??? Isso nunca!!
Apesar de triste é um belo texto, aliás, como todos os que escreves!!
Beijinho*


De T. Poeta a 21 de Abril de 2008 às 04:46
Se te rendes? Se nos rendemos? Se será apenas passível a rendição face a um ínfimo resto
de alívio?

Uma parte da humanidade diria que sim. Responderia sem a convicção de um ideal mas por uma ideologia descrente. A outra

a que eu acredito que é o mundo em que te inseres, ao perguntar o inevitável está somente a despertar da crueldade que por vezes a palavra adquires nos seus intermediários. Assim sendo, não sobrará a mínima dúvida de que só acordando é possível abrir os olhos para tudo o quanto se esquece do lado de á da janela. À luz.


Baci.


De Andre a 22 de Abril de 2008 às 01:50
"Este acordar carnívoro nos mornos lençois faz-me abandonar o chão, abala a realidade de todas as coisas..."

Magritte, uma boa referencia.

Beijo



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